
Pirenópolis se destaca como uma das raras cidades que produzem jóias em prata
Por Cyntia Fernandes
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Design exclusivo de jóia da Galleria Shop |
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Paranhos |
Existem ateliês que, ao fabricarem jóias com pedras, participam de todo o processo de garimpo, lapidação, confecção e design. Atualmente a maioria dos ateliês em Pirenópolis compram a pedra bruta e mandam lapidar ou já compram a pedra lapidada.
As pedras utilizadas nas jóias artesanalmente produzidas são, em grande parte de garimpos de Goiás, Tocantins e Minas Gerais. Hoje, a utilização da pedra agrega valor ao trabalho, já que a prata possui um valor menor referente a outros metais nobres.
Na maior Feira de Pedras Preciosas e Jóias do Mundo, na cidade de Tucson, no Arizona (USA), as jóias em prata de Pirenópolis foram elogiadas, divulgadas e bem aceitas comercialmente, e chegaram ao patamar internacional.
Paranhos que esteve nos eventos, avaliou as jóias de prata de Pirenópolis de alto nível e lamenta por elas não serem divulgadas internacionalmente.
Em outros grandes eventos do genero como em Nova York (USA), Bangkok (Thailandia), Rio de Janeiro (BR) dentre outros, a aceitação foi mantida.
História
A prata trabalhada artesanalmente em Pirenópolis já possui uma história de mais de 30 anos. Edson Paranhos foi quem trouxe ao conhecimento do povo esse tipo de artesanato. No final da década de 70 iniciou em Pirenópolis a comunidade alternativa Terra Nostra, Associação Cooperativista Rural Terra Nostra (hoje extinta), e dentro dela foi implantado o primeiro ateliê escola do Centro Oeste.
Paranhos lembra que, na época, o trabalho artesanal começou na Oficina Terra Nostra e meses após foi transferida para o Centro Histórico. Por questões práticas, os aprendizes foram levados a trabalhar em casa, e a medida que a produção foi crescendo, os artesãos começaram a montar suas próprias oficinas com o auxilio da Terra Nostra assim difundindo o ofício.
Hoje o trabalho é conhecido por toda a cidade de Pirenópolis, por vários estados e países, justamente por possuir um design tão eclético. “É sempre uma técnica de um país, um visual de outro e um toque de outro misturados com diversas etnias e criatividade individual de cada artesão joalheiro”, complementa.
Fotos: Marcela Baiocchi
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