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Cavalhadas de Pirenópolis

 "A Batalha de Carlos Magno e os 12 pares da França", como ficou conhecido o conflito, acabou tornando-se um símbolo da resistência e avanços da religião cristã na luta por terras e novos fiéis.

No século XVIII, motivada por novos coflitos religiosos, a rainha Isabel, de Portugal, instituiu uma representação teatral a ser encenada por cavaleiros.

Introduzida no Brasil pelos padres jesuítas com a função de catequizar índios e escravos, a festa das Cavalhadas é uma tradição que, desde 1820, mobiliza e emociona a população de Pirenópolis.

As mobilizações começam uma semana antes da batalha, quando as duas tropas passam de casa em casa, seguidas por uma banda de música, para chamarem os cavaleiros para os ensaios.

Comandados por seus Reis (o mais importante componente de cada grupo), as duas frentes de batalha se encontram na casa onde é servida a "Farofa" (um reforçado café da manhã) e, após rezas e danças folclóricas, seguem finalmente para o ensaio diário.

No dia da performance, os mesmos, já com as vestimentas típicas da festa, partem para o "Cavalhódromo", local onde serão encenadas as fases da luta.

As Cavalhadas é para muitos, o maior espetáculo da festa e reúne o maior público de todos os eventos que a compõe. Para a comunidade local e para os cavaleiros representam também um ato de renovação da fé no Divino Espírito Santo.

O prestígio dos Cavaleiros, entretanto, é de natureza oposta ao prestígio do Imperador do Divino.

Enquanto este último tem a honra de representar o poder do Espírito Santo apenas durante o ano imperial, normalmente os cavaleiros galgam lentamente os degraus hierárquicos próprios das Cavalhadas, onde sua dedicação ao grupo, sua capacidade de liderança e suas habilidades pessoais fazem a diferença.

Gari, fazendeiro ou comerciante, ser cavaleiro das Cavalhadas, soldado, embaixador ou rei, faz cada um deles pessoa altamente prestigiada na cidade.

Mesmo assim, embora as Cavalhadas venham cada vez mais ganhando notoriedade no contexto das comemorações e eventos que conformam atualmente a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, os cavaleiros insistem em afirmar que " as Cavalhadas servem ao Imperador".

Mascarados ou Curucucus

Outra grande atração da festa são os Mascarados, ou Curucucús, irreconhecíveis com suas roupas coloridas.

Sozinhos ou em bando, os Mascarados tomam conta das ruas, anunciados pelo barulho das polaques que penduram nos pescoços dos cavalos.

Dotados de grande visibilidade, mas protegidos pelo anonimato, eles podem "tudo": pedir dinheiro, dançar, pular, brincar, flertar, gracejar... não há requisitos para se sair de mascarado, a não ser o uso de máscaras e a vontade de brincar.

Representando o povo através de sua espontaneidade, eles brincam com todos não só no Campo das Cavalhadas (Cavalhódromo), mas também pelas ruas e bares da cidade.