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Olimpíadas Rio 2016 - Pirenópolis na Disputa com Raiza Goulão

27-07-2016                                   

Raiza Goulão conquistou a única vaga Brasileira de Mountain Bike e esta na disputa dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

 Por: Dida Brasil
Desde que começou a frequentar as trilhas em 2010, a atleta Raiza Goulão, de 25 anos, acumula inúmeras vitórias e já é destaque mundial no Mountain Bike, obtendo conquistas importantes como o bicampeonato Pan-americano sub23 em 2012 e 2013 e primeiro lugar no Latino-americano de 2013. Encerrou 2015 com o título brasileiro e o da principal ultramaratona de MTB da América Latina. Este ano conseguiu várias vitórias, entre elas a abertura da Taça Brasil de XCO, em Campo Largo (PR), o Abierto del Noa na Argentina, Copa Lippi no Chile, Copa Chile Internacional e a segunda etapa da Copa Internacional de MTB, em São João Del-Rei (MG). Ficou em 17º na Copa do Mundo de MTB, etapa de La Bresse, na França, que proporcionou um salto em sua carreira, com a decisão da União Ciclística Internacional (UCI) que subiu sua posição para a 11ª no ranking mundial.

Raiza será a segunda brasileira de MTB a participar do evento, já que Jaqueline Mourão, sua amiga e inspiradora, representou o país nas Olimpíadas de Atenas e de Pequim. Entre um treino e outro, Raiza conversou com a equipe Viu? sobre sua carreira, campeonatos, família e expectativas para os Jogos.
Acompanhe alguns trechos da entrevista:
Para mim era um sonho participar das Olimpíadas. Quando comecei a carreira nunca imaginei que chegaria a este ponto, fiquei muito feliz. A convocação oficial veio antes da prova da Copa do Mundo e a notícia me contagiou tanto que consegui meu melhor resultado, fiquei em 17º entre as 80 melhores atletas do mundo. Essa será minha primeira Olimpíada e no Brasil, com o calor da torcida. Isso é incrível!

Como esta sendo a preparação para as provas?
Ano passado comecei com a estratégia de correr fora, como investimento pessoal, na Europa e consegui manter a diferença. Esse ano esta sendo muito bom, minha performance esta além dos resultados esperados. Fiquei muito feliz de conseguir a vaga olímpica para o Brasil sem precisar ser por meio daquela que o pais sede tem direito. Consegui manter o país em destaque no ranking olímpico. Isso é uma vantagem muito boa, quer dizer que não precisamos de ajuda por ser sede. Estou fazendo treinos muito fortes e específicos. Não imaginava que meu corpo suportaria, mas a cada treino supero os limites. A reta final com todos os detalhes ocorrerá um mês antes das Olimpíadas e essa preparação será muito importante. Tenho uma equipe maravilhosa por traz que é a Specialized Racing BR, meu treinador Tjeers de Vries e o técnico Leo Van Beetilucci são da Holanda com vasta experiência no esporte e conto ainda o fisioterapeuta Rafael Gomes e meu mentor Flávio Magtaz.

E quanto à sua vida pessoal, família, amigos?
Meu pai é paulista, chegou à cidade com uma comunidade alternativa, tenho um irmão que adoro, me ajuda muito e mora em Anapólis. Minha mãe é de tradicional família pirenopolina e minha melhor amiga, é minha confidente, a gente conversa tudo e temos essa ligação muito forte e, mesmo à distância, é algo surreal se acontece algo comigo ou com ela a gente sente. Preciso falar com ela todos os dias e meu pai é meu maior fã, incentivador, pessoa que esta sempre do meu lado. Fiquei muito feliz que minha convocação foi bem no dia do aniversario dele, foi um presente meu. Também tenho contato com meus avós. Família é tudo para mim e minhas amizades também, tudo que tenho e de onde tiro forças para continuar o meu dia a dia. Também considero da família meu mentor Flávio Magtaz que entrou na minha vida e não vai sair, ele me ajuda demais.

Para o atleta do MTB como fica a questão do patrocínio? 
O pessoal da cidade me dá muito apoio e tem aquelas empresas que me ajudam como o Aldeia da Paz, Supermercado Casa São José e a Drogaria Eustáquio Figueiredo que esta comigo desde o início, há seis anos. Mas a falta de patrocínio para equipe é algo que todo atleta enfrenta. Posso dizer que só tenho patrocínio mesmo de uns três anos para cá. No início foi muito difícil, com a ajuda de meu pai percorri as empresas e uma coisa que sempre tive em mente foi que não podia tirar dinheiro de casa e sim colocar. Nunca gostei de pegar dinheiro de meus pais para viajar ou fazer qualquer outra coisa, acho que é necessário ter independência. Outra dificuldade era que as pessoas não conheciam o Mountain Bike, diziam que não sabiam que era esporte olímpico e no Brasil falta a cultura do patrocínio, contudo, estamos evoluindo e trazendo o ciclismo para o dia a dia da população.

Como é a relação com sua cidade Pirenópolis?
Sou goiana do “pé rachado” e adoro minha cidade. Em Piri consigo renovar as energias, também posso trabalhar nas trilhas, nos circuitos que eu mesma fiz, caminhar e curtir o pôr do sol.