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Boicote dos Mascarados

 

(04-06-2011)

Por: Edson Paranhos
Decisão foi Inédita e Única

Os “Mascarados”, ou “Curucucus” como conhecidos, são na verdade os que proporcionam a maior alegria da Festa do Divino de Pirenópolis, na tradicional Cavalhadas.

São eles também que diferenciam a festa da cidade de todas as outras festas do genero no planeta, e estão nos recentes dias sendo pressionados de todas as maneiras pelo poder judiciário a fazerem cadastros de suas fantasias, seus nomes e além de tudo serem numerados.

Isso causou uma revolta tamanha que em reunião no dia 03 de junho (Sexta-feira) às 20 horas no Sindicato Rural de Pirenópolis, realizada entre os representantes dos mesmos, foi finalmente decidido por unanimidade que, se não for revogada a atitude do Judiciário, os Mascarados vão boicotar a Grande Festa das Cavalhadas 2011, ou seja, não participarão da Festa.

A situação chegou a tal ponto que foi publicado no Grupo aberto Piri, a saber Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. com dezenas e mais dezenas de participantes, um apêlo para desobediência absoluta da resolução do Judiciário baseado no seguinte comentário:

*A Desobediência Civil Passiva é um Direito de Resistência Universal da Sociedade formulado por Thoreau e instituído por Gandhi, para a libertação da Índia, e aceito por juristas como forma legal de resistir às ações das instituições públicas, consideradas pela sociedade como opressão que ameaçam direitos naturais, como a vida, a liberdade e a integridade física, e valores éticos, morais e culturais.

Se todos os mascarados sairem sem a numeração, como forma de protesto, embassados legalmente no Direito de Resistência aplicando a Desobediência Civil Passiva, reverteriam de forma pacífica e legal a decisão do juiz. Imaginem 200 mascarados sem cadastro, todos presos, 200 ações individuais de desobediência para o promotor lavrar e R$ 2.000.000,00 para a prefeitura pagar. Aí eles iriam ver a insensatez da decisão.

Decidir algo que não se pode dar cumprimento, é como falar para uma criança que vai castigá-la e não fazê-la. A criança torna-se mal-criada. Assim acontece com o Brasil. A impunidade é notória e a bandidagem está em todas as esferas.

Se os mascarados que são de bem resolverem não sair, pois vão respeitar a decisão judicial, a festa estará a mercê dos piratas e bandidos. Pois, como todo brasileiro, duvido que haja fiscalização eficiente e haverá um monte de gente que se mascara de última hora sem organização e planejamento. Ficarão os bandidos e sairão os verdadeiros mascarados.

Concluindo: Para defender esta figura folclórica, suas características originais e seu espaço na festa, apelo ao Direito de Resitência e a Desobediência Civil Passiva para todos os Mascarados, sem tentativas de se organizar e ter representantes junto ao poder, pois isso não é da natureza do mascarado verdadeiro, mas sim é a sua natureza a desobediência pacífica, a desorganização e o anonimato.

Sendo assim, todos esperam com grande ansiedade o desenrolar dos acontecimentos.

*(http://pt.wikipedia.org/wiki/Desobediência_civil)