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Atrações em Pirenópolis somam-se dois novos museus

 

(09-10-2010)

Atrações em Pirenópolis somam-se dois novos museus

Museu de Arte Sacra

A cidade goiana de 282 anos e distante 140km de Brasília, famosa pelo casario colonial e pelas dezenas de cachoeiras, agora conta com um museu de arte sacra e outro dedicado à festa do Divino Espírito Santo. Ambos estão instalados em prédios antigos e restaurados recentemente. As atrações são gratuitas, véspera de feriado prolongado, quando o município de 20 mil habitantes deve receber ao menos 6 mil turistas.

O Museu de Arte Sacra integra a Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Erguido há 260 anos, o templo, que fica à margem direita do Rio das Almas, logo após a famosa ponte de madeira, passou por pequenas adaptações para receber imagens de santos, sinos e outros itens religiosos. O acervo permanente fica nas duas salas laterais do prédio. A peça mais valiosa artisticamente é uma imagem de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, do século 18, assinada pelo escultor Veiga Valle, ícone do barroco goiano.

Os visitantes também poderão acompanhar o delicado trabalho de restauração da nave da capela-mor da Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Sobre andaimes de madeiras, técnicos passam o dia com espátulas e pincéis na talha com uma interpretação do estilo rococó. “Inauguramos o museu com a igreja em obra para possibilitar uma visita educativa, mostrar o trabalho de preservação”, explicou o arquiteto Sílvio Cavalcante, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Mouros e cristãos

De frente para o Museu de Arte Sacra, do outro lado da ponte sobre o Rio das Almas, fica o prédio da Casa de Câmara e Cadeia, agora sede do Museu do Divino Espírito Santo. Por meio de peças, fotografias, texto e vídeo, ele conta a história e explica a simbologia da Festa do Divino em Pirenópolis, a mais significativa das festas do gênero no país. Comemorada no município goiano desde 1819, 50 dias após a Páscoa, reúne desfiles das bandas de música, congadas, bailes, entre outros eventos, durante 12 dias.

O ponto alto da festa são as Cavalhadas(2), a encenação da luta entre mouros e cristãos no ano 800. “A ideia do museu é dar informação ao turista sobre essa manifestação e as demais da Festa do Divino, mesmo fora da época do evento”, explica a museóloga Célia Corsino, responsável pela concepção e montagem do espaço. Ao custo de R$ 130 mil, o museu é a primeira atração de Pirenópolis com panfletos em quatro idiomas e braile, além de guia de áudio.

1 - Roteiro religisoso
O Museu de Arte Sacra faz parte de um circuito de visitação voltado à história e ao patrimônio cultural e religioso de Pirenópolis. O roteiro inclui ainda a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário (1728-1732) — restaurada após o incêndio de 2002 — e a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim (1750-1754).

2 - Cenário armado
De origem portuguesa, as Cavalhadas de Pirenópolis foram encenadas pela primeira vez em 1826. Até pouco tempo, era apresentada no largo da Igreja Matriz. Hoje é feita no campo das cavalhadas com camarotes, palanques e arquibancadas. Elas ocorrem ao som de banda de música, por três dias

Fonte: Correo Brasiliense